O “entrelugar” do gênero fluido na moda: reflexões preliminares

  • Camila Carmona Dias Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - IFRS
  • Cayan Santos Pietrobelli Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - IFRS

Resumo

O presente artigo se fundamenta nos estudos que afirmam o gênero não como fator biológico determinado, e sim como uma construção social. Dessa forma, aponta para necessidade da quebra do padrão binário de gênero, levando em consideração indivíduos que não se identificam com os gêneros vigentes, impostos pela teoria do sexo biológico, ou seja, que possuem um gênero fluido. Diante disso, a presente pesquisa tem por objetivo analisar, teoricamente, a relação do gênero fluido com a moda. Dessa forma, partiu-se da concepção foucaultiana do poder disciplinar, passou-se pela teoria da reapropriação e resistência de Certeau (1994), para finalmente levantar uma hipótese de que a resistência baseada na reapropriação cultural pode estar conectada com o conceito de entrelugar, de Bhabha (1998). Palavras-chave: Moda. Gênero fluido. Entrelugar. Resistência.  

Biografia do Autor

Camila Carmona Dias, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - IFRS
Doutoranda no Programa de Pós - Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF); Mestre em Educação; Especialista em Moda: Produto e Comunicação; Especialista em Comunicação e Semiótica; Bacharel em Moda. Pesquisadora e professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS).
Cayan Santos Pietrobelli, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - IFRS
Tecnólogo em Design de Moda, discente da pós-graduação em Semiótica aplicada à moda.

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Publicado
2017-12-29
Seção
Artigos